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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Carta de Reclamação-Brízida Vaz

Eu, Brízida Vaz, venho por este meio apresentar a minha reclamação quanto à forma como fui recebida na barca de Lúcifer, Rei dos Infernos, no passado dia 14 de Julho de 1518.
Para começar, o Diabo foi arrogante comigo, tratou-me mal, insultou-me diante dos outros passageiros daquela barca infernal.
A barca que me foi destinada carece de higiene e de espaço para transportar os meus seiscentos virgos postiços, três arcas de feitiços, três armários de mentir, algumas jóias, guarda-roupa de encobrir, dois coxins de encobrir moças, cinco cofres de enleios e ainda alguns furtos.
As condições do quarto não são as melhores para continuar a prestar os meus serviços. O telefone está sem saldo para eu poder contactar com as moças que envio todos os domingos para os Cónegos da Sé.
Quero desde já agradecer a Vossa Majestade a atenção dispensada.


P.S. Se precisar de algum serviço, também comercializamos moças para a Corte Real.



Trabalho realizado por:

Juliana nº12

Lucília nº13 - 9ºC

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Carta de Reclamação

Carta de Reclamação


Infernal Commarca, 12 De Maio de 1548

Excelentíssimo Senhor Rei D. Manuel

Venho por este meio informar vossa excelência, que as condições do hotel infernal são horríveis. O quarto encontra-se imundo e não tem espaço suficiente para a minha bagagem e para as minhas ilustres acompanhantes, que o senhor muito bem conhece. Não tenho uma suite imperial, com champanhe e caviar, nem pétalas de rosas espalhadas pelo chão a criar um tapete real para minha excelência. Fui ao WC e não existem sabonetes de cheiro a pêssego, nem sais para hidratar a minha delicada e formosa pele. Só existiam teias de aranha e ratazanas gigantes, que usam os meus sais de banho.

Exijo um quarto apresentável como a minha pessoa merece.

Aguardo resposta positiva de Vossa Excelência.



Brízida Vaz

 
 
Trabalho realizado por:
 
Andreia Veloso, 9º C
Joana Pereira, 9º C

Carta de Reclamação - Brízida Vaz

Carta de reclamação


18/05/1995

Excelentíssimo D. Manuel,



Venho por este meio apresentar a minha reclamação a Vª Ex., acerca das condições da Barca que me recebeu à minha morte.

Faleci no passado dia 12 de Maio e fui recebida na Barca Infernal de Belzebu, que sem as mínimas condições de higiene e de espaço me causou alergias e vómitos. Este lugar é horrível, imundo de germes contagiantes para o meu belo cabelo e para o meu sofisticado penteado. Um facto ainda mais inadmissível é que não havia cabeleireiro, manicure ou sequer pedicure e nem um requintado restaurante onde eu pudesse continuar a minha dieta que já vem de há alguns dias e agora todo o meu esforço ficou arruinado.

Eu sou uma mulher extremamente importante, fui eu que criei as “meninas para os Cónegos da Sé”. Só isso me deveria valer um lugar muito mais condigno de minha majestade. Sou uma mulher merecedora do bom e do melhor e o Senhor Rei dos Infernos tratou-me abaixo de cão.

Exijo que tome providências rapidamente pois o Senhor também usufruiu dos meus serviços com um desconto especial. Agora peço-lhe a recompensa que não será nada de mais, visto que Vª Ex. manda em terras de África, Ásia e América e pode mandar também no Inferno, ainda para mais agora que cá estou eu: uma dama merecedora de tudo do bom e do melhor.



Trabalho realizado por:

António Ribeiro, nº 6
Rita Pereira, nº 19